A brasileira Eli Iwasa está na Europa para uma mini tour em três cidades-chave do cenário underground do velho mundo. A DJ/produtora, proprietária do Club 88 e vocalista do projeto Bleep Sauce, tem shows agendados em Barcelona (festa da Loulou Records, selo de Kolombo), Berlim (no famoso Watergate) e Londres (no conceituado Egg). E, claro, vai aproveitar pra curtir o Sónar e rever alguns amigos.

Durante o voo, Eli encontrou tempo para responder algumas perguntas que você confere abaixo…

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Eli, antes de mais nada, obrigado pelo papo. Você viajou exatamente hoje (13/Jun) para uma tour pela Europa, certo? Vimos que vai tocar em Barcelona, Berlim e Londres. Será sua primeira vez nesses lugares?
Já toquei em Barcelona e Londres algumas vezes, mas em Berlim é a primeira vez, e estrear na cidade tocando no Watergate é muito especial. Estou muito feliz com as gigs, e de quebra vou tirar uns dias off, rever amigos do mundo todo que estarão reunidos no Sónar, e com certeza, voltar inspirada e com a energia recarregada.

Recentemente você tocou no DGTL, no Brasil, que parece ter sido bastante positivo em termos de público. O Brasil vive um momento mais festival e menos club?
Acredito que existe espaço e público para os dois, e que bom que cada vez mais existem opções incríveis para quem gosta da intensidade dos festivais, assim como a intimidade dos clubs, são experiências diferentes. Os festivais sempre existiram, mas um número expressivo se voltou para o urbano, para a cidade.

Você continua à frente da direção artística do Club 88, certo? Quais as maiores dificuldades na hora de montar a programação e fazer as contratações artísticas? Pode adiantar alguns nomes confirmados para as próximas semanas/meses?
O maior desafio é se manter fiel a sua visão artística, ao mesmo tempo que se mantém conectado com o que o público pede e gosta. Aqui no Club 88, equilibramos artistas que produzem música avançada com artistas que tem forte apelo com o público, fundamental para permitir que corramos riscos artísticos e garantir a longevidade do club.

Este ano o Club 88 levou o VI Prêmio RMC na categoria Club OFF-Circuit. Os tempos de Technova no Lov.e foram fundamentais para o sucesso do 88 hoje?
O Lov.e e o Technova foram uma grande escola para mim, e me ensinaram muito do que sei sobre a importância de um line-up bem montado, do equilíbrio entre as noites, e o ritmo que você precisa imprimir ao seu trabalho quando se trata de uma programação semanal. O trabalho nunca para quando se organiza noites em todos os finais de semana.

Aproveitando-se um pouco da sua bagagem e apurada pesquisa musical, você poderia citar um Top10 das tracks mais prováveis que vai tocar em sua tour pela Europa, para que nossos leitores possam ter como referência?
Roosevelt – Heart (Cleveland Remix)
Nick Hoppner – In My Mind
Mano Le Tough – Big Words From The Small Mouth
Lucy – Cannon Fodder
Johannes Heil – Exile 007 – A1
Fango – Wek (Despejado Remix)
Isaac Tichauer – Higher Level (Bicep Remix)
Rampa – Bimma
Masaya – Borderline (Johannes Brecht Remix)
Kink – Neutrino