Coordenado por Leo Janeiro (RMC) e Gary Smith (ADE), o Rio Music Conference 2017 conta com um time de curadores especializados com o objetivo de programar e proporcionar a melhor experiência de troca de conhecimento, organizando os temas dos nossos painéis e workshops de forma que abordem todos os aspectos da vasta cadeia produtiva da música eletrônica e entretenimento. Esta coluna irá traçar o perfil de cada um desses curadores que, claro, estarão presentes no RMC.

Sandro Horta é sócio-fundador da DJCom, uma das grandes agências de DJs do cenário nacional. A DJCom é responsável por artistas como Flex B, Vinne, Zerky e Goldcash, e apresenta turnês internacionais de artistas de alto nível como Kaskate, EDX e Nora en Pure.


sandro horta

Como você tem contribuído para nossa cena nos últimos anos?

Acho que minha humilde contribuição tem sido no sentido de descobrir novos talentos e continuar ajudando os artistas a mostrar o seu trabalho. Estar sempre à disposição dos produtores, seja dando opiniões ou críticas construtivas.


Qual a importância que você vê em um evento como o RMC para o cenário nacional?

Eu me sinto fã de carteirinha do RMC. É muito importante termos esse momento de reflexão, de união e de conhecimento que o RMC oferece. Temos que agradecer e trabalhar com toda nossa força pra que a cada ano o RMC cresça e atraia novos setores da nossa comunidade.


Como você enxerga a nossa cena atualmente, entre pontos positivos e negativos?

Eu só vejo pontos positivos. O mercado cresceu, surgiram novas oportunidades no mercado de trabalho da música eletrônica, temos milhares nacionais produzindo e hoje podemos ter um evento com line up 100% composto por brasileiros. Recentemente também tivemos sucessos de tracks com vocais em português. Não temos pontos negativos, o que temos é que evoluir constantemente.


Do alto da sua vasta experiência na sua área, como você pretende agregar ao RMC?

Meu objetivo é trazer mais donos de clubs e realizadores de eventos pro RMC, gerar painéis com temas que os ajudem no dia a dia.


Quais são as suas apostas para as tendências do mercado no ano que se segue?

Ao mesmo tempo em que as festas têm se solidificado, acredito que surgirão vários clubinhos, isto é, clubs para uma pequena quantidade de pessoas. Musicalmente falando, acho que o som será cada vez mais pop. Obviamente que os gêneros techno, tech house e etc continuarão sempre muito fortes.