Em parceria com o RMC, a rede de escolas de DJs AIMEC promoveu o DJ Talent Brasil, concurso teve etapas em todas as edições da conferência, precisamente em Curitiba, São Paulo e na edição principal do Rio de Janeiro, onde foi a final. Traçamos o perfil do paulistano Nicolas Figueiredo, também conhecido como Breatek, que com sua house music arrojada conseguiu chamar atenção do júri do concurso. Breatek irá tocar hoje no Rio Music Carnival, ao lado de grandes nomes como Dimitri Vegas & Like Mike, WAO e Johnny Glövez. Veja a entrevista abaixo.

IMG_6410NicolasDJ

Conte-nos um pouco de como começou sua paixão pela música eletrônica e por ser DJ.

Comecei a me interessar por música eletrônica quando adolescente. Passava boa parte do meu dia assistindo a MTV e às vezes rolavam uns videoclipes do Daft Punk e do The Chemical Brothers. Eu não entendia nada sobre música eletrônica mas curtia o som desses caras.

Quando tinha 15 anos, conheci amigos que me introduziram no House e Psytrance, que já estavam bem fortes em São Paulo. Mas minha relação com a música eletrônica passou a ficar séria somente no final de 2009 aos 17 anos, ao conhecer o som do Armin van Buuren.

A primeira track dele que ouvi foi “Burned With Desire”, com vocal da Justine Suissa. Nunca tinha sentido algo parecido ao ouvir uma música; a partir daí passei a procurar mais sobre o Armin e consequentemente sobre o Trance europeu.

Essa identificação com o Trance também foi o fato que me motivou a ser DJ. Percebi que poucas pessoas conheciam o estilo, que poucos artistas vinham ao Brasil e decidi que tinha que fazer algo para que as pessoas passassem a conhecer o Trance.

Nunca cheguei, no entanto, a tocar Trance em uma gig. Quando estava aprendendo a tocar, muitos me disseram que não conseguiria tocar isso no Brasil. Eu não dei ouvidos, mas após receber diversos “não”, optei por abandonar a vertente. Então passei por uma fase de dúvidas, vagando por algumas vertentes até conseguir me reencontrar dentro da House Music.

O que você pensou pro seu set de inscrição e a apresentação na final que fez você se destacar?

O set de inscrição, por incrível que pareça, foi o mais trabalhoso. Não queria simplesmente enviar um set qualquer e ficar contando com a sorte. Foram horas mixando até chegar em um resultado que, ao meu ver, teria chance de ser aprovado. Com isso, a tensão pelo resultado aumentou e, mesmo acreditando que poderia sim ser escolhido, acabei ficando surpreso ao ser anunciado entre os 16.

Na final, coloquei na cabeça que eu precisava ser melhor do que fui no D-Edge, caso quisesse vencer. Apostei em apresentações bem dinâmicas, com tracks mais eufóricas. Procurei aproveitar ao máximo os 10 minutos disponíveis. Em cada set, toquei 6 tracks, aproveitando sempre a melhor parte de cada uma; isso deu mais movimento e deixou os sets mais interessantes. Outro ponto que acredito que agradou os jurados foram as mixagens com acapellas. Nenhum outro finalista utilizou acapellas. Creio que isso deu um toque mais criativo no meu set e me ajudou na conquista do DJ Talent.

Como estão os preparativos para o Rio Music Carnival?

Estou me preparando dia após dia, não só musicalmente como psicologicamente, para estar tranquilo e fazer um bom trabalho. A ideia é fazer um set 100% na linha que apresentei durante todas as etapas do torneio, que é o House. Espero, não apenas entreter a pista com boa música, mas mostrar ao público a essência da House Music, uma vez que o gênero que é a mãe de todos os outros me parece estar um pouco esquecido pelo público brasileiro.

Quais são suas maiores referências dentro da música eletrônica?

São muitas! Mas em pouco mais de uma década de música eletrônica alguns nomes não podem ser esquecidos.
Começo com Daft Punk e The Chemical Brothers, pois foi meu primeiro contato com a música eletrônica.
Meus 5 anos ouvindo Trance também não podem ser esquecidos, e nomes como Armin Van Buuren, Above & Beyond, Paul Van Dyk e ATB me despertaram o interesse em ser DJ.

Atualmente no House, minhas principais referências são Low Steppa, Phil Weeks, Demuir e outro nome que recentemente vem chamando muito minha atenção: Mall Grab.

Ainda não garantiu seu ingresso para o Rio Music Carnival? Clique aqui.